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Mostra de queijos de búfala reúne 11 laticínios de seis estados na 44a. Expointer/RS

 

O leite de búfalas possui características especiais e é a matéria prima ideal para a elaboração de diversos tipos de queijo, em particular, a tradicional mozzarella de búfala, um tipo de queijo fresco, de massa filada, originário da Itália. Foto: Divulgação/ABCB

 

 

Diário Verde reproduz matéria do site AgroEmDia sobre a Mostra de Queijos de Búfala, onde  onze laticínios de seis estados (BA, RN, SP, MG, MS e RS) mostram os benefícios do leite e seus produtos altamente saudáveis. 

O evento acontece durante a  44ª Expointer – Esteio/RS – maior feira da agropecuária da América Latina que oferece uma grande vitrine comercial para as empresas divulgarem seus produtos. 

A promoção é da Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu).

 

 

Os laticínios, que enxergam na Expointer – a utilizam o leite de búfala no fabrico de seus produtos, entre os quais pontificam a burrata e a mozzarella, feita como a original italiana, obrigatoriamente com leite de búfala.

A verdadeira muçarela (como dicionário recomenda a grafia) não leva um pingo de leite de vaca. Foto: Divulgação ABCB

 

Negócios futuros amparados em pesquisas científicas

Satisfeitos com o bom momento dos negócios, em consequência de comercializarem produtos de valor nutricional e ao mesmo tempo saborosos, os laticínios são otimistas em relação ao futuro, amparados em pesquisas científicas comprovadas, mas ainda pouco conhecidas dos consumidores.

 

 

 

Estudos demonstram que o chamado leite A2A2 da búfala e seus derivados lácteos são mais saudáveis e de fácil digestão, com aumento da demanda mundialpor esses produtos

 

Esses estudos mostram que a búfala produz naturalmente o chamado leite A2A2, que não possui a proteína betacaseína 1.

Essa proteína, presente em raças bovinas europeias, fruto de mutação genética espontânea ocorrida há milhares de anos, constitui-se em fator de risco para deflagrar processo inflamatório de mucosa gástrica em quem apresenta sensibilidade. A situação, com frequência, é confundida com a intolerância à lactose, o açúcar do leite, mas esse é outro problema.

De mais fácil digestão, o leite A2A2 e seus derivados são os lácteos que mais cresceram nos Estados Unidos nos últimos anos. O aumento da demanda por esses produtos, no entanto, é mundial, sendo a China o país que mais os importa.

Além das estrelas principais, burrata e mozzarella, os laticínios, distribuídos pelas regiões Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Sul, produzem, de modo geral, queijos como o coalho, cottage, minas frescal, queijos frescos, meia cura, ricota, provolone e requeijão cremoso e manteiga e doce de leite.

Em razão de protocolos sanitários, a degustação da mostra de queijos, com a presença de representantes de laticínios e convidados da Ascribu, ocorreu no Mercado do Bairro, restaurante no bairro Chácara das Pedras, em Porto Alegre, RS, na noite do dia 9/9.

 

 

A mozzarella de búfala, além de ter menos colesterol que a muçarela de vaca, já vem com vitamina A pronta para o organismo consumir. Selo de pureza 100% búfalo. Imagem: ABCB

 

Quem é quem na Mostra de Queijos

 

Bufalíssima, de São Sebastião do Passé (BA) No mercado há 20 anos. “Achamos que derivados lácteos de búfala se encaixam em produtos saudáveis, bastantes saborosos e podem ser utilizados no dia a dia dos brasileiros. Acreditamos muito no crescimento desse mercado que busca produtos saudáveis”, diz Urbano Souza Filho.

 

Tapuio Agropecuária Ltda, de Taipu (RN) Comercializa queijos com a marca DiBufalo. No mercado desde 2000, atende todo o Nordeste e o Centro-Oeste. “O A2A2 é uma excelente oportunidade para aumento do market share dos derivados do leite de búfalas, declara o diretor Francisco Veloso.

 

Laticínio Montezuma, de São João da Boa Vista (SP) – “As perspectivas para o mercado de búfala são excelentes, o mercado é muito comprador. Investi minha vida toda nessa espécie é não me arrependo”, afirma o proprietário Fábio Pimentel, que destaca o fato de a empresa ter recebido premiações.

 

Levitare, de Sete Barras, SP Localizado na Fazenda Santo André, o diretor Jorge Nakid diz ter a expectativa de que “cresça cada vez mais a cultura de consumo de produtos de búfala”. E acrescenta: “Teríamos de aproveitar mais essa questão A2, mas ainda é pouco conhecida do consumidor”.

 

Bianco Latte, de Registro (SP) “Os produtos derivados do leite bubalino já conquistaram seu espaço junto ao consumidor e a perspectiva é que devido à qualidade dos produtos a participação tenha uma trajetória sempre crescente”, prevê Amauri Paskes, médico- veterinário responsável pela captação, qualidade do leite e atendimento aos fornecedores.

 

Família Rossato, de Pilar do Sul (SP) “A perspectiva é de um mercado promissor e crescente. O consumidor procura produtos saudáveis e se dispõe a pagar valor diferenciado”, diz o empresário Caio Rossato, que preside a Associação Brasileira de Criadores de Búfalo. A empresa traz à mostra a burrata premiada em concurso em São Paulo como a melhor do Estado e o doce de leite premiado em concurso nacional na Ilha do Marajó.

 

Bom Destino, de Oliveira (MG) “Em toda nossa linha de produtos tem muito amor envolvido”, dizem, em uníssono, os sócios João Batista de Sousa e Marcelo Vargas Leão. O portfólio é variado, incluindo queijos frescos para dietas de baixo valor calórico, como cottage, ricota, e para pessoas com restrição à lactose. O laticínio possui autorização para exportação aos EUA e busca certificação para novos mercados.

 

 

Búfalo Dourado, de Dourado SP – “Vamos apresentar na Expointer nosso portfólio e mostrar a evolução da Búfalo Dourado”, indica Edson Martins, COO da UltraCheese, detentora da Búfalo Dourado. Entre os destaques, a burrata tradicional, a burrata pesto e mozzarella em diferentes versões.  “Estamos esperançosos com as possibilidades de desenvolvimento da categoria que ainda se caracteriza por um nicho, mas que cresce a ritmo acelerado”, observa Martins.

 

 

Bella Bufala, de Bandeirantes (MS) – “Participamos da Expointer com o intuito de mostrar alguns dos produtos que fabricamos em nossos laticínios. Esperamos ter visibilidade em nível nacional e contribuir para grandeza dessa exposição que é referência no país”, declara André Caleffi, sócio do laticínio.

 

 

Vero Latte, de Jacupiranga (SP) “Sem dúvida nenhuma, a bubalinocultura vive um dos seus melhores momentos com a valorização dos animais e agora buscamos o consumidor final para que reconheça nos derivados de leite de búfala as suas propriedades nutricionais e sensoriais que tornam seus produtos únicos”, assinala o sócio da empresa Rafael Gonzaga Moreira.

 

Laticínios Kronhardt, de Glorinha (RS) – Iniciou as atividades em 1992. Em 2001, modernizou-se e ampliou o portfólio de produtos. Em parceria com a Cooperbúfalo, começou a produção dos queijos com leite de búfala, com a marca Laticínios Kronhardt sempre presente nas embalagens dos produtos Cooperbúfalo. “Após 20 anos de parceria, as duas empresas optaram por unir a cadeia de leite, produção e comercialização dos produtos sob a gestão unicamente da Laticínios Kronhardt”, relatam os sócios-proprietários Gustavo Dametto Signori e seu irmão Filipe. E assim foram lançados os queijos Laticínios Kronhardt 100% Leite de Búfala.

 

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